Tentando fazer um jogo de Game Boy em Assembly com ajuda de IA
Será que vai dar bom?
Eu tive uma ideia.
Quero fazer um jogo de Game Boy.
Parece simples, certo?
Bom… existe um pequeno problema:
Eu não sei fazer jogos de Game Boy em Assembly.
Na verdade, ainda tenho muita coisa para aprender sobre desenvolvimento de jogos, programação de baixo nível e, principalmente, sobre o próprio hardware do Game Boy.
Então resolvi transformar essa ideia em um projeto.
Em vez de esperar saber tudo para começar, vou documentar o caminho desde o início.
A proposta é simples:
Pegar uma ideia de jogo, aprender o que for necessário para desenvolvê-la e descobrir até onde consigo chegar.
Com uma ajuda importante no caminho: inteligência artificial.
01 — O problema
Não é um tutorial. É um experimento.
A ideia aqui não é aparecer como especialista ensinando a fazer jogos de Game Boy.
Muito pelo contrário.
Eu sou um hobista tentando descobrir como tudo isso funciona.
E esse é justamente o ponto.
O experimento não é descobrir se uma IA consegue escrever código.
Quero descobrir até onde uma pessoa que ainda não domina essas ferramentas consegue chegar usando IA como parte do processo de aprendizado e desenvolvimento.
Ela vai fazer parte do projeto como tutora, pesquisadora, programadora, revisora e ferramenta de experimentação.
Vai ajudar a pesquisar, explicar conceitos, sugerir soluções, escrever código, investigar problemas e, provavelmente, também cometer alguns erros bastante convincentes.
E quando alguma coisa der errado, vamos descobrir por quê.
A intenção é acompanhar esse processo de aprendizado e construção — inclusive as partes que não funcionarem.
02 — O mapa
Mas por onde começar?
Eu tenho uma noção geral de como imagino que esse projeto precise acontecer.
Mas não tenho certeza de que esse caminho está correto.
E isso é importante.
Em vez de fingir que já tenho todas as respostas, a ideia é construir esse caminho enquanto avanço.
Primeiro precisamos descobrir o que estamos tentando fazer.
Depois, transformar essa ideia em algo que possa ser prototipado.
Então descobrir quais ferramentas serão necessárias, o que precisamos aprender para utilizá-las e como transformar tudo isso em um jogo de verdade.
O código vem depois.
Porque escrever código é apenas uma parte do desenvolvimento.
Depois dele ainda existem protótipos, testes, bugs, ajustes, decisões que precisarão ser revistas e provavelmente alguns problemas que eu nem sei que existem ainda.
O mapa inicial
Neste momento, imagino o projeto mais ou menos assim:
- Conceito
- Prototipagem
- Pré-produção
- Preparação
- Desenvolvimento
- Testes
- Hardware original
- Demo
- Produto
- Financiamento coletivo
- Produção
- Entrega
Esse é apenas o mapa inicial.
Não sei ainda exatamente como será cada uma dessas etapas.
E isso é proposital.
Parte da experiência será justamente descobrir o que existe entre uma etapa e outra.
Talvez o caminho mude bastante no meio do projeto.
Talvez alguma coisa seja muito mais complicada do que parece.
Talvez uma etapa que parece importante agora deixe de fazer sentido mais tarde.
Vamos descobrir.
03 — O Game Boy
O jogo precisa sair do computador.
Existe outra coisa que considero importante desde o começo.
Eu não quero terminar apenas com uma ROM funcionando em um emulador.
Em algum momento, quero colocar o jogo para funcionar em um Game Boy original.
Quero descobrir como é levar aquilo que foi desenvolvido no computador para o hardware real.
E, depois disso, existe um objetivo ainda maior:
desenvolver o próprio cartucho físico.
Um flashcart será útil durante o desenvolvimento e os testes, mas não quero que ele seja o destino final do projeto.
A ideia é tentar chegar a um produto físico de verdade.
04 — E depois?
Quando existir uma primeira demo jogável, começam outras perguntas.
Como transformar o jogo em um produto?
Como produzir os cartuchos?
Como calcular os custos?
Como funciona uma campanha de financiamento coletivo?
Existe público interessado?
É possível produzir e entregar esse projeto para outras pessoas?
Essas perguntas pertencem a uma etapa muito mais distante.
Ainda não temos as respostas.
Por enquanto, basta saber que elas fazem parte do caminho que estou imaginando.
05 — Até onde conseguimos chegar?
Esse é, no fundo, o verdadeiro objetivo da série.
Não quero começar prometendo que vou produzir um grande jogo, lançar um cartucho ou realizar uma campanha de financiamento coletivo.
Quero descobrir até onde conseguimos chegar.
Talvez tudo termine em uma pequena ROM experimental.
Talvez vire um jogo completo.
Talvez chegue ao Game Boy original.
Talvez um cartucho físico realmente exista no final.
Eu ainda não sei.
E essa é justamente a experiência.
06 — Então, vamos começar
Eu tenho uma ideia.
Tenho um Game Boy.
Tenho algumas ferramentas.
Tenho acesso à inteligência artificial.
E tenho uma quantidade provavelmente questionável de confiança para alguém que ainda está aprendendo Assembly.
Acho que é isso.
Agora precisamos descobrir se o caminho que imaginei realmente funciona.
E é exatamente isso que vamos fazer aqui.
NOOB A ASSEMBLY
Um hobista. Um Game Boy. Assembly. IA.
Será que vai dar bom?
😅

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